segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O homem e o jardim

Por  Leo Laniado

Antes de falarmos de paisagismo, é importante conhecer alguns significados do jardim. Por enquanto, de forma sucinta, é claro.

Por mais que o homem, hoje, tenha consciência de não ser centro do universo, ele continua a ter como prioridade a sua própria existência.

Centrados ou não em nós mesmos, toda a existência começa no JARDIM, que tinha uma árvore, que tinha um fruto, que tinha uma serpente e que nos continha.

O jardim, mais do que Lugar, também é Idéia. Reflete nossos pensamentos e nossa cultura em todos os períodos da História. Traduz o pensamento tradicional e moderno.

O jardim é também ação. O espaço onde se constroem sonhos. E é transformação. É ordenável e, assim, transmite segurança e liberdade. É a representação do “Grande Jardim” e de como queremos vê-lo.


Mesmo sendo “nosso” lugar, ele é furtivo. Não aceita ser descrito. É o encontro, mesmo que por um momento, do perfeito com a imperfeição. É um lugar que é e que contém.

Contém plantas, perfumes, pedras, cores e texturas. Árvores que dão sombra, água que refresca, flores que alegram, perfumes que permeiam o ar, frutos e temperos que atraem pássaros e borboletas. Ar, luz e calor. Contém, ainda, emoções, alegrias, tristezas e pensamentos. Contém, por fim, o homem.

O jardim é um lugar para ser e estar, para contemplar, refletir e relembrar. Proporciona tranqüilidade e paz para evocar uma emoção poética. O jardim, na realidade, vai muito além: ele reafirma e restabelece a relação do homem com a natureza.

O jardim transcende o tempo e dá dimensão ao homem.

E o paisagismo está a serviço dessas vontades e necessidades.

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