domingo, 18 de março de 2012

Havia flores no jardim dos dinossauros?

 Cycas
Um estegossauro que fosse transportado por uma máquina do tempo até os dias atuais estranharia principalmente a existência de grama e de flores, já que não havia nada parecido na paisagem jurássica, entre 208 e 144 milhões de anos atrás. Mas também encontraria coisas familiares. "Pelos fósseis encontrados não dá para saber se havia plantas exatamente iguais às atuais, mas certamente existiam algumas dos mesmos grupos", explica o botânico José Rubens Pirani, da Universidade de São Paulo.
As mais comuns naquele período eram as cicadáceas (como a Cyca, por exemplo), arbustos e árvores parecidos com palmeiras, que se espalhavam por praticamente todas as regiões. Por serem bem adaptadas, deixaram descendentes na Índia, na África e na Austrália.
E por que as cicadáceas eram bem adaptadas? Primeiro porque suas folhas não serviam de comida: duras e espinhentas, as folhas não eram apreciadas nem pelos animais nem pelos insetos - e isso garantia que a planta conseguisse crescer e produzir sementes. Depois, porque a resistência e dureza das folhas e tronco permitiam que a planta suportasse bem as grandes variações climáticas, especialmente a intensidade dos raios solares. Além disso, como produziam muitas sementes, mesmo que alguns besouros devorassem um bocado delas, ainda sobrava muito para garantir a sua reprodução.
Junto com as cicadáceas havia ainda outras plantas semelhantes às de hoje. É o caso das ancestrais da Gingko biloba, árvore cujas folhas são medicinais, e vários tipos de samambaias.
Fonte de pesquisa: Revista Superinteressante

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