sábado, 28 de abril de 2012

Cascudo,Cabeludo,Polêmico e DELICIOSO !


Cascudo, cabeludo e despenteado. Ele não é muito atraente quando comparado aos seus colegas de classe. Já foi vilão e agora é mocinho. Apesar da aparência e dos diversos rumores sobre sua tirania nas dietas, uma coisa é certa: o coco é garantia de receitas de sucesso. Da moqueca baiana à cocada, do doce ao salgado, o coco tem lugar garantido no paladar dos brasileiros. Leite de coco, coco ralado, água de coco: as maneiras de aproveitar a fruta são inúmeras e costumam ser deliciosas. E, como prova do seu sabor ímpar, ele ganhou até o status de vocativo apaixonado. Quem nunca teve um docinho de coco para chamar de seu?
Mas uma tendência recente tem garantido uma revolução nos benefícios que suas propriedades podem trazer à saúde. Considerado por anos como o vilão das dietas graças a sua elevada quantidade de gorduras saturadas, a fruta chegou em uma nova forma que promete deixar todo mundo com a silhueta em dia. O óleo de coco é o novo xodó das farmácias brasileiras. Um estudo norte-americano apontou que ele pode reduzir gorduras abdominais se consumido diariamente. Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, adicionaram óleo de coco virgem à dieta de alguns participantes e esses perderam sete vezes mais gordura na região da barriga do que os outros voluntários.
Porém, de acordo com alguns especialistas, não é bem assim que a banda toca. É bom lembrar que toda perda de peso deve ser acompanhada de exercícios físicos e uma alimentação balanceada. Por mais que o coco seja considerado por muitos um manjar dos deuses, ele não faz milagre. Ainda não há comprovação científica suficiente que garanta tais benefícios para o consumo diário do óleo de coco. Usá-lo na preparação de alimentos é uma boa sacada para incrementar receitas e substituir os óleos tradicionais. Ele faz parte do grupo de gorduras vegetais, mais saudável do que a dos animais. Porém, continua abundante em gorduras saturadas.
Em forma de óleo ou qualquer outra maneira, o coco é uma iguaria rica em versatilidade. Para dar um toque especial a receitas desacreditadas ou que são sinônimo de simplicidade, a fruta é como uma eterna carta na manga. E, desde que encontrou um lugar de destaque na culinária brasileira, nunca mais saiu. Difícil imaginar uma lista de cinco pratos tipicamente verde e amarelos que não incluam o coco entre seus ingredientes.
Resultado de uma brasilidade legítima desde 1553, quando o coqueiro gigante foi introduzido no país vindo das ilhas de Cabo Verde, a inventividade em torno da fruta foi crescendo a ponto de torná-la um símbolo da culinária brasileira. E, mais do que uma figura de destaque nos pratos Brasil a fora, o coco tem uma importância substancial na economia e no ecossistema. Da casca do fruto se extrai a fibra, usada em estofamentos de veículos, enchimento de colchões, tapeçaria, cordoaria e fábrica de pincéis. Além de sua importância econômica, o coqueiro tem relevante papel na sustentabilidade de ecossistemas frágeis.
O próprio óleo de coco, antes de ser eleito o novo mago do emagrecimento, garantiu importância à fruta. Sua produção gera divisas e é cultura de subsistência para pequenos agricultores, fornecendo alimentos, bebidas, combustíveis, ração para animais e abrigo. Muitas discussões em torno dessa receita milagrosa ainda haverão de surgir, mas ninguém jamais questionará a versatilidade do coco.
(Tramontina)

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