segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Rico Artesanato Brasileiro



Conhecida como dona Zefinha, a paraibana Maria José do Nascimento aprendeu ainda moça a trançar a fibra do coqueiro. No início, fazia cestas, até que, num dia mais inspirado, decidiu tecer a galinha do quintal. A peça virou símbolo de seu trabalho e encantou, em 2001, a equipe da ONG Artesanato Solidário. Foi assim que dona Zefinha se tornou a mestra das mulheres de Pitimbu, município no litoral sul da Paraíba. Aprenderam com ela a desfibrar o talo da folha do coqueiro, a retirar e limpar esses fios e a trançar o xis, o passa-fita e outros pontos. Criaram frutas, flores (como a de alcachofra da foto) e animais, que garantem a renda de mais de 100 famílias e a perenidade desta arte. As peças do Trançados de Pitimbu (83 3299-1197) são vendidas em São Paulo pela Galeria Estação São Paulo (11 3813-7253).




Ao sentir pela primeira vez o barro úmido nas mãos, a baiana de Jequié Cecília Menezes (71 3379-6187) se encantou com a possibilidade de reproduzir formas. Os modelos iniciais eram figuras de santos, luminárias e outros objetos decorativos, mas foram as bonecas que fizeram a fama da ceramista transpor os limites do país. Há moças da roça, damas do Brasil colonial, lavadeiras, baianas e noivas, ricamente decoradas, vendidas tanto em seu ateliê como em lojas dos Estados Unidos e da Inglaterra. Queimadas em forno de alta temperatura, as bonecas recebem acabamento de pátina policromada.

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