segunda-feira, 9 de julho de 2012

Beleza rara e doce


Autor: Caroline Monteiro –
Fotos: Valerio Romahn e James Gaither –
Ambientação: Jardim Tropical Monte Palace, Ilha da Madeira, Portugal -

Novidade no Brasil, essa espécie de brinco-de-princesa apresenta florada exuberante e frutos comestíveis

As flores são pendentes e surgem em cachos, principalmente durante a primavera e o verão
Considerada uma das mais belas das cerca de 200 espécies de brinco-de- princesa, a fúcsia-boliviana (Fuchsia boliviana) se destaca pela delicadeza de suas flores pendentes e por produzir pequenos frutos comestíveis. Trata-se de um arbusto de até 3 m de altura nativo das regiões andinas da Bolívia, do Peru e da Argentina que recentemente começou a ser produzido no Brasil.
As flores em formato de trombeta podem ser vermelhas ou brancas. Elas surgem em cachos nas pontas de ramos arqueados praticamente o ano todo e atraem beija-flores para o jardim. As folhas, de até 18 cm de comprimento, são verde-acinzentadas, com nervuras avermelhadas e contribuem para o aspecto ornamental da espécie.
Ao contrário da maior parte dos brincos-de-princesa cultivada no Brasil, a fúcsia-boliviana produz frutos. Eles são pequenos – medem cerca de 3 cm de comprimento –, ovalados e vermelhos. Seu sabor é adocicado, semelhante ao do kiwi. Facilmente encontrados em feiras da Bolívia, podem ser consumidos in natura ou na forma de geleias e doces.
Os frutos são ovalados, doces e podem ser consumidos in natura

  • Como cultivar
A fúcsia-boliviana pode ser plantada em regiões de clima tropical de altitude ou subtropical, desde que não ocorram geadas. “Ela se adaptou muito bem ao clima do Rio Grande do Sul e, um ano após o plantio, já estava florindo”, conta Verônica Bruch, produtora da Sambalina Sementes, em Nova Petrópolis. “Entretanto, por ser uma espécie nova no Brasil, seu comportamento em regiões mais quentes ainda precisa ser estudado”, adverte a produtora.
O arbusto deve ser cultivado sob meia-sombra, em solo bem drenado, fértil e mantido úmido. As regas precisam ser diárias ou a cada dois dias, com pouca água para o solo não encharcar.

Consultoria: Verônica Bruch (produtora orgânica da Sambalina Sementes), site: www.sambalinasementes.com.br

Esse trecho foi retirado da Revista Natureza, seção Conheça Melhor, edição 292.


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