sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Descoberta !


Descoberta nova bromélia na Bahia

A descoberta da Alcantarea pataxoana foi resultado dos trabalho de pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e do Instituto de Botânica de São Paulo, e publicada na revista científica Systematic Botany volume 37(3) de 2012.

A descrição da nova espécie foi feita por Leonardo Versieux, tendo como base uma planta cultivada no Bromeliário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro sob os cuidados da bióloga Nara Vasconcellos. O exemplar do JBRJ veio de uma coleta realizada pelo pesquisador Gustavo Martinelli (CNCFlora/JBRJ) em expedição ao Parque Nacional de Monte Pascoal (BA) em 1999.

A planta foi mantida em cultivo nas estufas do JBRJ por mais de 10 anos até florescer e poder ser estudada. “Isto ressalta a importância da coleção científica do bromeliário para pesquisas, pois durante as expedições a campo algumas espécies potencialmente novas passam despercebidas por não estarem florescendo. Além disso, o contato com a planta viva permite examinar em detalhe as características das flores, que em geral se perdem no material seco e herborizado”, explica Leonardo Versieux.
A coleção do Bromeliário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro tem no total 3074 plantas de 541 espécies dessa família, sob a responsabilidade de Nara Vasconcellos. As bromélias são a família de plantas com maior número de espécies ameaçadas de extinção no Brasil.

O nome pataxoana foi uma homenagem dos autores aos índios pataxós, que habitam aquela região da Bahia e foram os primeiros a travar contato com os portugueses em 1500.

O artigo tem como autores Leonardo M. Versieux, Nara Vasconcellos, Gustavo Martinelli e Maria das Graças Lapa Wanderley, esta última do Instituto de Botânica de São Paulo. As ilustrações são de Paulo Ormindo (JBRJ e UFRRJ).

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