segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Paredes sutilmente VERDES


Cobrir muros com plantas, além de caro, exige manutenção demasiada. Em vez de um jardim vertical, você pode reunir vasos, pendurar plantas em painéis e usar estruturas de madeira para dar vazão a diferentes ideias.

Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
Evelyn Müller
Em alturas diferentes, as caixas de cumaru distribuem-se ao longo da parede com, da esq. para a dir., maranta, avenca, columeia, mais maranta e renda-portuguesa. As peças são forradas com zinco para preservar a madeira e isolá-la de umidade
Ripas em desencontroUma garagem de 70 m² não passa despercebida, ainda mais configurada com esta estrutura de madeira, pensada pela paisagista Drica Diogo, da Pateo arquitetura e Paisagismo, para a casa na riviera de São Lourenço, litoral de São Paulo. A pérgola de cumaru, sem pilares, calculada sobre um vão de 12 m de comprimento, e coberta por vidro, foi sustentada por uma estrutura metálica revestida de madeira. “a intenção era diminuir o peso da cobertura”, diz Drica.

Na parede, a solução encontrada pelo escritório foi usar placas de ripas de madeira com larguras alternadas e desenhos desencontrados a fim de esconder a casa do caseiro. “a paginação em forma de tabuleiro de xadrez dá leveza estética, movimento e alivia o peso da estrutura metálica”, acrescenta Drica. Caixas com espécies pendentes foram parafusadas na parede e apoiadas na estrutura. O piso de mosaico português tem um desenho em dois tons.
Evelyn Müller
Echevéria, ripsális e dedo-de-moça são algumas das suculentas, compradas
na Ceagesp e plantadas em vasos da anni Verdi - Casa e Jardim







Suculentas em série
O corredor, acessado da sala de jantar, chamava pouca atenção até a moradora ter a ideia de instalar os vasinhos com suculentas. as peças em forma de meia-lua quebramos4 m de altura do muro de concreto. Detalhe: o concreto foi seco em fôrmas de pínus, assim ganhou visual com veios, lembrando tábuas de madeira.

O projeto de arquitetura para a casa no Jardim Paulista, em São Paulo, é do escritório anca&Cláudio Di Segni. Os viburnos no canteiro fazem parte do paisagismo assinado por Paula Magaldi.



 
Evelyn Müller
Ripsális e aspargos rabo-de-raposa enchem a moldura de verde

Painéis com multifunções
De um lado, um painel de cumaru de 2,30 x 2,90 m esconde a parede e o cano de água pluvial deste jardim, na Vila madalena, em São Paulo. Desenhada pela paisagista Juliana Freitas, a peça ganhou aberturas como molduras: a maior, com uma tela de alambrado, para pendurar plantas, e as menores, para dispor objetos. À frente, um banco da mesma madeira ameniza a queda do piso. “Os pés foram feitos com alturas diferentes, assim ninguém nota o desnível do terreno”, diz Juliana.

Do outro lado, com um conceito parecido, o painel de 2,70 x 1,50 m cria o pano de fundo para o chuveirão. e para que a água escoe e ninguém note o ralo, a área foi forrada com seixos de rio, que ainda massageiamos pés. 
Evelyn Müller
Para forrar o alambrado do chuveirão, peperômias, e ao longo da parede, maciços de alpínia


Evelyn Müller
Os exemplares de chuva-de-ouro dão vida ao painel. a espécie gosta de sol
e floresce uma vez por ano



Vasos encaixados
O painel de orquídeas traz cor à varanda de 9 m² em moema, São Paulo. Com 1,20 m de altura e 1mde largura, a peça esconde um “dente” da construção numa parte mais estreita da área. “apostamos nele para equilibrar as plantas com a madeira das treliças e do banco”, diz Carla Calderan, da Calux Jardins.
Uma moldura de madeira sustenta o fundo da peça, de palha. O bom é que os vasos de fibra de coco podem ser trocados com mais facilidade.ao lado, o vaso em meia-lua abriga a trepadeira sapatinho-de-judia.Uma sensação é certa: ao sentar-se no banco, não há quem não aviste a parede de orquídeas.

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