domingo, 9 de junho de 2013

HELICÔNIA



© Carol Costa/Minhas Plantas





Com até 6 metros de altura, folhas de um verde vivo e brilhante e flores que parecem esculpidas em madeira, a helicônia tem pinta de top model — essas moças altas e de presença marcante, capazes de transmitir tudo, menos fragilidade. E não é que nossa über modelo é, na verdade, uma delicada dama?
As hastes longas e pendentes, com gomos grossos, vermelhos e amarelos, são como o bico dos tucanos: parecem pesadas, mas são levíssimas. Uma penugem avermelhada cobre toda a extensão colorida, criando uma textura tão macia quanto a do veludo. Também as folhas pedem mimos: se ficarem expostas a ventos fortes, se rasgam que nem pipa na chuva.

Esse contraste de cores e formatos vibrantes com acabamentos suaves torna a helicônia uma das flores de corte mais procuradas no exterior. Típica das florestas amazônicas no Brasil e Peru, essa parente distante da bananeira faz parte de um grupo botânico muito popular, com mais de 250 espécies. Em comum, todas têm inflorescências vistosas, verdes, amarelas, vermelhas ou alaranjadas, dispostas em ziguezague, que atraem morcegos, passarinhos e abelhas de mel. As flores verdadeiras são brancas e ficam escondidas por esses “toldos” de cores vibrantes, que terminam em ponta, imitando a pena de um pássaro.


© Carol Costa/Minhas Plantas









Apesar de hoje ser uma planta tão querida, a helicônia foi descoberta tardiamente — só em 1985 é que ganhou uma 

sociedade internacional para estudá-la, honraria concedida séculos atrás a muitas outras plantas ornamentais. Seu nome é uma homenagem à montanha Helicon, no sul da Grécia, onde, acreditava-se, viviam as musas inspiradoras das artes.

De grega, no entanto, a helicônia não tem nada: essa espécie é nativa da Amazônia, tanto do lado brasileiro quanto da parte peruana. O estado do Acre tem tantas touceiras que, lá, elas são praticamente mato. Seu cultivo, aliás, não poderia ser mais simples, já que a planta não exige podas nem adubações regulares. Por ser espécie de clima muito quente e úmido, deve ser plantada em solo composto de partes iguais de terra e húmus, mantido úmido a maior parte do tempo.

© Carol Costa/Minhas Plantas

A multiplicação é feita cortando-se partes do caule subterrâneo, chamado de rizoma. Suas sementes são consumidas por alguns povos das ilhas do Pacífico, mas não tente consumi-las sem ter certeza da procedência, uma vez que elas podem estar contaminadas por defensivos agrícolas.Link

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