terça-feira, 29 de outubro de 2013

Jardins da Atlântida

Onze mil e seiscentos anos, atrás existia uma ilha verdejante, no Oceano Atlântico, situada bem próxima do Estreito de Gibraltar.
Lá, onde era extraído o oricalco, um metal que brilhava como o fogo e mais valioso que o ouro, existiam jardins belíssimos, na planície urbana entre as altas montanhas. O filósofo Critias, tio do também filósofo Platão, contava que as florestas possuíam essências numerosas, graças ao clima suave e a presença de rios e de lagos. O lugar era magnífico pelas paisagens extraordinárias, possibilitando que gigantescas e frondosas árvores fornecessem sombra a um povo extremamente evoluído, se comparado aos habitantes da primitiva Jericó, em pleno período Neolítico. Falamos de uma cultura, inclusive anterior a mesopotâmica e a que surge no sul da Anatólia. Os atlantes construíram palácios e templos folhados a ouro e decorados com marfim e prata. Seus artistas e sábios desfrutaram de uma cidade com uma infra-estrutura invejável, com estradas e pontes soberbas e estádios e ginásios confortáveis. Seu traçado era circular, com o templo de Poseidon no centro, rodeado pelo bosque sagrado que, graças à fertilidade do solo, permitia o cultivo de plantas insólitas e absolutamente infrequentes em qualquer outro lugar do planeta.
Eram vegetarianos, por esse motivo cultivavam vegetais, grãos e árvores frutíferas, que lhes forneciam alimentos nutritivos de toda espécie. Não apenas limões, romãs e oliveiras, como registram os historiadores antigos, mas também, muitas outras que desapareceram depois de sofrerem guerras, erupções vulcânicas e movimentos tectônicos que, acompanhados por violentos tremores de terra, em uma única noite, afundaram essa ilha para sempre. Apenas restaram os picos das altas montanhas que originaram as Ilhas dos Açores.
Madame Blavatsky (1831 – 1891) na sua Doutrina Secreta (título original: The Secret Doctrine, The Synthesis of science, Religion and Philosophy) faz um relato minucioso deste povo lendário e o almirante otomano Piri Reis inclui a ilha em seu Livro da Marinha, escrito em 1513.
Alguns habitantes, por estarem viajando, se salvaram e fugiram possivelmente para o Egito. Lá, colocaram em prática seus conhecimentos de engenharia, edificando pirâmides, canalizando o rio Nilo e construindo jardins faraônicos.
Bibliografia
FURTADO-BRUM, Ângela. Açores, Lendas e Outras Histórias (2a. ed).. Ponta Delgada: Ribeiro & Caravana Editores, 1999. ISBN 972-97803-3-1 p. 19.Link

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